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Que humana força poderà livrá-lo, E de nossas insidias resgatá-lo?»>

Mas és, meu Deos! qual foste em todo o tempo: Se de mim te suppoem impios distante,

Mais terno, mais constante,

Mais visinho de mim te espero e sinto,
E dos malvados os ardís desminto.

Cobre severo, cobre de vergonha
Os crueis detractores do meu brio;
Em ti, Senhor, me fio:

Desafoguem os mãos, busquem perder-me;
Não temo, certo estou que has de valer-me.

(13) Deus, ne elongeris à me,

Deus meus, in auxilium meum respice.

(14) Confundantur, et deficiant detrahentes animæ meæ : operianlur confusione et pudore, qui quærunt mala mihi. (15) Ego autem semper sperabo: et adjiciam super omnem laudem tuam.

Hei de ir cantando alegre os teus louvores; (16) Os meum ennuntiabit jus

Em desusado metro, novas rimas,

Aos mais remotos climas

Farei constar os bens que me outorgaste, E como o afflicto e misero salvaste.

Arte não tenho que rastrée o assumpto;
Porêm arde-me em fogo o pensamento,
Quando medito e intento

Entoar de meus hymnos na cadencia
Tua justiça, tua omnipotencia.

Digo o que me inspiraste desde a aurora
De meus dias, meu Deos: d'alma traslado
O cantico entoado

Que me nasce do bem de conhecer-te;
E jámais cessarei de engrandecer-te.

Hei de cantar-te até que a voz me falte;

tiliam tuam, tola die salutare tuum.

(17) Quoniam non cognovi litteraturam, introibo in potentias Domini: Domine, memorabor justitiæ tuæ solius.

(18) Deus docuisti me à juventute mea, et usque nunc pronuntiabo mirabilia tua.

(19) Et usque in sencctam, et

senium, Deus, ne derelinquas Té que a chamma do estro que m'impelle

me;

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Se esfrie, se enregele:

Alimenta, Senhor, os meus accentos,
Não deixes apagar meus pensamentos.

Sejam meus versos monumento eterno
Do teu podêr; aos seculos futuros,
Contra o tempo seguros,

Do teu braço os portentos annunciem,
E aos vindouros de amor puro incendiem.

Quem como tu, meu Deos?... Os Ceos attestam,
Em magestosa pompa a Natureza,
A tua fortaleza:

Nos animos dos justos resplandece
A luz celeste, que te reconhece.

Quantas tribulações me rodearam!
Com que acerbos pezares me provaste!
Depois me alliviaste:

Torna a vivificar-me; o antigo fogo

No meu peito renova; ouve o meu rogo.

(23) Multiplicasli magnificen- Ah Senhor! de que sustos e terrores

tiam tuam, et conversus consolatus es me.

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Inda agora me sinto acommettido!

Dissipa commovido

O vapor pestilente que nos cerca;
Faze com que a innocencia se não perca.

Verás, Senhor, depois como me exalto;
Com que modulações teu nome canto:
Esquecido do pranto,

Apenas no horizonte aponte o dia
Desbancarei das aves a harmonia.

O Sancto d'Israel a toda a hora
Celebrarci, pulsando affouto a lyra;
Ao tecto de saphyra

Chegarão minhas vozes retumbantes,
A recrear os astros scintillantes.

Que não direi, Senhor, quando aterrados
Vir os perjuros, impios, que te offendem!

(25) Exultabunt labia mea, cum cantavero tibi, et anima mea, quam redemisti.

(26) Sed et lingua mea tota die medilabitur justitiam tuam, cum confusi, et reveriti fuerint, qui

Quando as tramas que empr'endem quærunt mala mihi.

Desfizeres potente! Jamais rouca

Cessará de louvar-te a minha bocca.

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PODER de julgar, a sapiencia

(1) Deus judicium tuum Regi

Concede ao Rei, meu Deos! Prepara o filho da, et justitiam tuam filio Regis.

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(..) Convem os mais sabios que neste psalmo predissera David o felicissimo reinado

de Salomão, que era uma figura do espiritual de Jesus Christo.

(4) Judicabit pauperes populi, et salvos faciet filios pauperum,

et humiliabit calumniatorem.

(5) Et permanebil cum sole, et ante lunam in generationem et generationem.

Virá salvar, fazer justiça ás gentes,
Os filhos consolar dos infelizes;
E do calumniador a cervís dura
Humilhará potente.

Em quanto o Sol raiar, luzir a Lua,
Subsistirá seu nome; hão de acclamá-lo,
De geração em geração passando,
Os ultimos viventes.

(6) Descendet sicut pluvia in Como um vello de là que ensopa chuva,

vellus, el sicut stillicidia stillantia super terram.

(7) Orietur in diebus ejus justitia, et abundantia pacis, donec avferatur luna.

(8) Et dominabitur à mari usque ad mare, et à flumine usque ad terminos orbis terrarum.

(9) Coram illo procident Ethiopes, et inimici ejus terram lingent.

(10) Reges Tharsis, et insula munera offerent: Reges Abrahum, et Saba dona adducent.

Como as gottas que embebe a terra secca,

Provarão seu influxo saudavel
Os animos das gentes.

Brotará nos seus dias a justiça,
E abundancia de paz; permanecendo
Qual sereno luar, e em quanto duram
Os mais astros accesos.

De um mar a outro mar terá dominio;
E desde o caudaloso patrio rio
Aos términos da terra, com imperio,
Estenderá seu mando.

Os insulanos mesmo ante seu throno
Verá prostrar, beijando o chào submissos;
As barbaras nações, os inimigos
Assustará, tremendo.

Virão os tributarios Reis das Indias
Trazer-lhe off'rendas ricas; os da Arabia,
E os de Sabá, trarão dons preciosos
Que adorações indiquem.

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() Mattei diz, que não é desproposito acreditar que estivesse escripto frumentum, e não firmamentum, equivoco reconhecido tambem por Grocio na versão dos Settenta. No Hebreo acha-se pugillus frumenti, e o sentido rege bem, pugillus frumenti crescet ut cedrus Libani.

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