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Que o Verbo Salvador nos encobria,
Te louvam pela voz da prophecia:
Dos Martyres a candida cohorte

Te celebram com canticos na morte.
Attesta uma só fé a Igreja sancta,
No orbe inteiro o teu louvor decanta,
D'immensa magestade ó Pae celeste;
Do teu unico Filho, que nos déste;
Do Espirito increado, cuja chamma
Nos purifica, alenta, e nos inflamma.

Ó Christo! Rei da gloria, Luz do mundo!
Pensamento de Deos alto e profundo!
Filho do sempiterno Pae sublime,
Que sem pejo aggravou humano crime:
Queres benigno desarmar o Eterno,
E a porta afferrolhar do negro inferno;
Da salvação dos homens ser a origem,
Descendo ao seio humilde de uma Virgem:
Acceitastes a cruz, e entregue ás dores,
Com teu sangue remiste os peccadores.
Triumphando da morte, ao Ceo subiste,
E aos que em ti creem as portas delle abriste.
A dextra de teu Pae, resuscitado,
Sobre um throno de gloria estás sentado.
Virás no fatal dia, que se espera,
Sobre nuvens, rompendo a azul esphera,
Virás avaliar terrenos factos,
Premiar justos, fulminar ingratos;
Quebrar do tempo a roda passageira,
Julgar com justo sceptro a terra inteira.

Vem, salva os teus, Senhor, que resgataste, Por quem tão puro sangue derramaste: Entre esses a quem déste eterna herança, Cheios de fé, de amor, e d'esperança,

Te Martyrum candidatus laudat exercitus.

Te per orbem terrarum sancta confitetur Ecclesia,

Patrem immensæ majestatis ;

Venerandum tuum verum et unicum Filium;

Sanctum quoque Paraclitum Spiritum.

Tu Rex gloriæ, Christe;

Tu Patris sempiternus es Filius.

Tu ad liberandum suscepturus hominem, non horruisti Virginis uterum.

Tu, devicto mortis aculeo, aperuisti credentibus regna cœlorum.

Tu ad dexteram Dei sedes, in gloria Patris.

Judex crederis esse venturus.

Te ergò quæsumus, famulis tuis subveni, quos pretioso sanguine redemisti.

Eterna fac cum Sanctis tuis in gloria numerari.

Salvum fac populum tuum, Domine, et benedic hæreditali tuw.

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Nos leva a bemdizer-te eternamente.
Resoe o nome teu suavemente,
De seculos a seculos passando.
Antes que o Sol lustroso vá raiando,
Diffunde sobre nós de graça enchentes;
Conforta-nos, mantem-nos innocentes.
Digna-te perdoar culpas passadas,
Por lagrimas contrictas apagadas:
As misericordias sobre nós derrama,
Como espera quem terno por ti chama.
A creatura fraca nada póde

Se o teu poder divino não lhe acode:
Mas quem confia em ti, meu Deos, alcança
Que sempre lhe prospere a confiança.

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VARIANTES

DA

PARAPHRASE DOS PSALMOS.

Psalmo XVII., estrophe 10., correspondente ao verso 13.o da Vulgala:

Pára aqui, e levanta portentoso

Um pavilhão de trevas, onde ignoto
Reside, rodeado

De um fusco véo de sombras mysteriosas,
Formado de ar e d'aguas tenebrosas.
Variante:

Levanta entre elle e as gentes portentoso
Um pavilhão de trevas, onde ignoto
Reside, rodeado

De um fusco véo de sombras myst'riosas,
Feito d'aguas das nuvens tenebrosas.

Ditto Psalmo, estrophe correspondente ao verso 38.o da Vulgata:

Que susto posso ter, se me defendes,
Senhor, quando me attacam? Se me cobres
D'escudo impenetravel?

Variante:

Que susto posso ter, se me defendes,

Senhor, quando me attacam? Tu me cobres
D'escudo impenetravel:

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Psalmo XXXIX., estrophe 3.a verso 5.o, correspondente ao 5.o da Vulgata:

A esperar tão sómente

Variante:

A esperar reverente

Psalmo LXIV., estrophe 3.", verso ultimo:

De quantos bens dimana a sapiencia.

Variante:

De quantos bens produz a sapiencia.

Psalmo LXXVII., versos correspondentes ao 53.o da Vulgata:

Languidos gemem na malhada os gados,

No campo desfallecem, falta o pasto;
De Deos a maldição tudo tem gasto.
Variante:

Languidos gemem na malhada os gados;
E sem pasto no campo desfallecem

Numerosas ovelhas e novilhos.

Psalmo LXXIX., versos correspondentes ao 18.° da Vulgata:

Estende a mão, piedoso, sobre a vinha;
Variante:

Estende a mão piedosa sobre a vinha;

Psalmo LXXXIX., quadra 7.", correspondente ao verso 4.o da Vulgata:

Mil annos, Senhor eterno,
Que são na tua presença?
São qual foi o dia d'hontem,
Que já passou sem detença.

Variante:

Mil annos, Senhor eterno,

Que são na tua presença?
Fogem como o dia d'hontem,

Não ha vida alguma extensa.

Psalmo CVI., estrophe ultima, verso 3.o e 4.0, correspondentes ao 43.° da Vulgata :

Poucos sabios ha no mundo

Que attentamente as meditam.

Variante:

Quantos sabios ha no mundo

Que attentamente as meditam ?...

Psalmo CXXXV., verso 5.o da estrophe correspondente ao verso 10.° da Vulgata:

Quiz seus fieis consolar;

Variante:

Quiz os seus fieis vingar;

Ditto Psalmo, 1.o verso da estrophe correspondente
ao verso 15.° da Vulgata:

Sobre Pharaó e as turmas

Variante:

Sobre Pharaó e as forças

FIM DO TOMO VI. E ULTIMO.

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