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Ou se pisou lugares consagrados

Pellos raios, que vibra a maõ de Jove.
Sabemos, so que he Louco, isso nos basta.
A o velo cuidareis que hum urso vedes,
Que da toca quebrou as ferreas barras,

Tal he quando, implacavel nos repete

Os versos, com que espanca o sabio, o nescio. 755
Infelix o que apanha, naõ o Larga
Sem o esfalfár, relendo seus escritos,

Sanguechuga cruel, que naõ despega,

Sem se fartár do sangue, de quem morde.

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ESSAIO SOBRE A CRITICA.

POR A. POPE.

M

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AN

ESSAY ON CRITICISM.

BY ALEXANDER POpe.

'Tis hard to say if greater want of skill
Appear in writing or in judging ill;
But of the two, less dang'rous is th' offence

To tire our patience than mislead our sense:
Some few in that, but numbers err in this,
Ten censure wrong for one who writes amiss;
A fool might once himself alone expose;
Now one in verse makes many more in prose.
'Tis with our judgments as our watches, none

Go just alike, yet each believes his own.
In poets as true genius is but rare,

True taste as seldom is the critic's share;
Both must alike from Heav'n derive their light,
These born to judge, as well as those to write.

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ESSAIO SOBRE A CRITICA.

POR A. POPE.

NAõ sei dizer qual mostra menos arte
Se quem escreve mal, se quem mal julga:
Entr' ambos menos risco ha menos damna
O que me cança que esse que m'engana.
Dos primeiros ha pôucos, muitos destes.
Por hum que escreve mal, déz mal censuraõ;
Hum nescio a si somente expõe rimando,
Mas este em verso, vale déz em prósa.

Como os relogios sao nossos juizos
Nenhum vai certo, e todos crêm no proprio.

No vate engenho genuino he raro:

He mais raro entre os criticos o gosto.
Huns e outros do céo, precizaõ luses;
Criticos nascem, bem como os poetas.

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